A maioria dos candeeiros portáteis da Louis Poulsen são versões sem fios de clássicos mais antigos. O Rumee 220 Portable Lamp de Gabriel Tan foi, pelo contrário, desenhado desde o início para este formato. Este artigo analisa o que o define, como é feito e onde merece o seu lugar face ao Tomoshi e ao PH 2/1, numa mesa de jantar, numa varanda e junto à cama.
Uma aba de chapéu, uma divisão e um colega de casa
Gabriel Tan, designer nascido em Singapura, foi buscar a silhueta às curvas onduladas de um chapéu de aba larga. O abajur é largo e baixo, com uma orla suavemente ondulada que impede o candeeiro de parecer uma simples cúpula. Por baixo, um difusor envia a luz para baixo, pelo que o que se nota primeiro é uma poça de luz sobre a mesa e não um objeto a brilhar.
O nome é um pequeno trocadilho entre duas línguas. "Rum" significa divisão em dinamarquês; junte-se "me" e obtém-se "roomie", o colega de casa em inglês, aquele que anda consigo de um espaço para outro. É uma boa descrição do uso pensado para o candeeiro: companheiro de secretária à tarde, centro da mesa ao jantar, luz de varanda depois de escurecer e, por fim, um brilho baixo junto à cama.
A luz dirigida para baixo não é uma opção estética isolada. A Louis Poulsen construiu a sua identidade numa iluminação sem encandeamento desde a longa colaboração com Poul Henningsen, e o Rumee segue o mesmo princípio: a fonte fica escondida, rostos e superfícies são iluminados com suavidade, e um jogo de tabuleiro ou uma última bebida decorrem sob uma luz pensada e não apenas intensa.

Como é feito o Rumee 220
Tudo o que se vê é policarbonato moldado por injeção: topo, difusor e base, todos com acabamento brilhante. Por baixo tem pés de silicone moldado por injeção, que impedem o candeeiro de deslizar num tampo de vidro ou de riscar uma mesa de cabeceira lacada. Não há haste metálica nem abajur de vidro, o que conta muito num candeeiro que se pega e transporta várias vezes por dia.
O candeeiro mede 220 mm de largura, 243 mm de altura e 223 mm de profundidade, e pesa 1,8 kg. É um peso que se sente num candeeiro desta altura: dá ao Rumee uma presença firme numa mesa de exterior, onde uma rajada de vento ou uma cotovelada derrubariam algo mais leve. No interior tem um LED recarregável integrado de 3,2 W a 2700 K, um branco quente que convive bem com a luz das velas.
Tem classificação IP44, pelo que foi feito para interior e exterior. Existem três cores: Cloud White, Earth Grey e Night Blue. O Cloud White desaparece em interiores claros, o Earth Grey é a escolha mais discreta junto à madeira e à pedra, e o Night Blue transforma o candeeiro num apontamento assumido, sobretudo quando está desligado durante o dia.

Rumee, Tomoshi e PH 2/1 lado a lado
A Louis Poulsen tem três candeeiros portáteis que acabam muitas vezes na mesma lista de finalistas, e cada um resolve a questão de forma muito diferente. O Tomoshi Portable Lamp da nendo (o estúdio de Tóquio liderado por Oki Sato) é uma lanterna esguia com alça de couro. O PH 2/1 Portable Lamp coloca o conjunto mais pequeno do sistema de três abajures de Poul Henningsen sobre uma base sem fios.
| Rumee 220 | Tomoshi | PH 2/1 | |
|---|---|---|---|
| Designer | Gabriel Tan | nendo (Oki Sato) | Poul Henningsen |
| Dimensões (L x A x P) | 220 x 243 x 223 mm | 125 x 241 x 125 mm | 200 x 360 x 200 mm |
| Peso | 1,8 kg | 1,6 kg | 1,7 kg |
| Abajur | Aba larga e ondulada em policarbonato | Lanterna estreita, difusor em polímero | Três abajures em vidro opalino soprado à boca |
| Fonte de luz | LED, 3,2 W, 2700 K | LED, 3 W, Dim-to-Warm 2700–2000 K | LED, 3,5 W, Dim to Warm 1800–2700 K |
| Proteção exterior | IP44 | Não indicada | IP44 |
| Ideal para | Mesa de jantar, varanda | Mesa de cabeceira, prateleiras estreitas | Mesa de jantar, sala de estar |
Os números explicam a maior parte do carácter. O Rumee e o Tomoshi têm quase a mesma altura, mas o Rumee é quase duas vezes mais largo e espalha a luz por um círculo maior. O PH 2/1 é claramente o mais alto, o que eleva a fonte de luz e produz um brilho mais amplo e em camadas. O peso é semelhante nos três, pelo que a verdadeira diferença está na área ocupada e na forma do abajur.
Mesa de jantar, varanda, cabeceira: onde encaixa cada um
A mesa de jantar
Com 243 mm, o Rumee fica abaixo da linha dos olhos de quem está sentado, pelo que ninguém tem de falar a desviar-se dele. A aba larga ilumina pratos e mãos em vez de bater de lado nos rostos, que é o que se quer numa refeição longa. O PH 2/1 é o outro candidato forte: com 360 mm é mais alto, mas a geometria de três abajures faz com que o LED nunca fique à vista, e a regulação contínua e em 4 níveis permite baixar a luz à medida que a noite avança. A bateria dura 5 horas na intensidade máxima e até 120 horas a 5 %. Numa mesa estreita para dois, o Tomoshi é o que ocupa menos espaço, apenas 125 mm de diâmetro.
A varanda
É aqui que o Rumee é a escolha mais evidente. Tem classificação IP44, não tem vidro que se parta se cair de um parapeito, e os seus 1,8 kg com pés de silicone mantêm-no estável com a brisa. O PH 2/1 também é IP44, mas os abajures de vidro soprado à boca pedem mais cuidado no exterior. Para o Tomoshi não é indicada qualquer classificação IP, por isso trate-o como um candeeiro que se leva para fora numa noite seca e se volta a trazer para dentro.

A mesa de cabeceira
As mesas de cabeceira são muitas vezes pequenas, e aqui os 125 mm de base do Tomoshi são difíceis de superar. O LED Dim-to-Warm desce de 2700 K para perto de 2000 K, uma luz que lembra a de uma vela na hora de descontrair, e a alça de couro torna fácil levá-lo à casa de banho durante a noite. O Rumee também funciona junto à cama, como um brilho baixo e uniforme para ler as últimas páginas, mas precisa de uma mesa pelo menos tão larga como a sua aba de 220 mm, com espaço para um copo de água. O PH 2/1 é suficientemente alto para iluminar um livro na cama, embora o seu vidro fique melhor numa mesa de cabeceira estável do que numa atravancada.

Viver com o Rumee 220
Como todo o candeeiro é de policarbonato, a limpeza resume-se a um pano macio e ligeiramente húmido nas superfícies brilhantes; evite produtos abrasivos, que tirariam o brilho. Carregue-o onde passa menos tempo, por exemplo num aparador durante o dia, para que esteja pronto quando for para a mesa de jantar. Se pensa deixá-lo lá fora durante uma estação, recolha-o em caso de chuva forte apesar da classificação IP44, que cobre salpicos de água e não a imersão.
A escolha da cor tem sobretudo a ver com o dia. Um candeeiro portátil passa muito mais horas desligado do que aceso, e fica muitas vezes bem à vista. O Cloud White e o Earth Grey passam despercebidos; o Night Blue dá à divisão uma nota de cor nítida, tal como faria uma única jarra colorida.
Se o Rumee está na sua lista, compare-o com os outros modelos sem fios no nosso guia dos melhores candeeiros portáteis de design, ou explore toda a coleção de candeeiros portáteis para ver cada tamanho e forma de abajur lado a lado.
